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quinta-feira, 7 de julho de 2016

A proxima prova

Continua difícil manter o blog atualizado, mas também não tem havido nada para contar de novo. Sendo assim venho hoje falar da próxima prova.

Depois de ter falhado um dos objetivos do ano nos açores, vou agora tentar os 50kms do UTRP (Ultra Trilhos Rocha da Pena), a 7 de agosto.



No ano passado fiz os 25kms que correu mais ou menos como esperado. Por sorte não estava muito calor mas acabei os últimos kms a sofrer com câimbras. E claro acabei com vontade de repetir mas na versão mais longa.

Este ano as coisas têm-se proporcionado para que consiga treinar um pouco mais e apostar em treinos mais longos.
No entanto os objetivos para a prova não são muito ambiciosos pois tenho vindo a fazer um trabalho pós lesão, de recuperação do estado de forma em que estava. Ainda não sinto que esteja a 100%, e o tempo é escasso para conseguir alcançar uma boa forma. Por isso os objetivos para a prova é acima de tudo termina-la e, se possível, entre as 7 e as 8 horas de prova. Mas não quero por em risco o terminar a prova, por isso vai ser sempre a controlar e tentar pelo menos chegar dentro do limite das 13 horas.
Desde a prova dos açores ao utrp vão dois meses por isso são esses dois meses que disponho para treinar em especifico para o UTRP. Não é o ideal mas é o possível. 

A prova tem 50kms com muito sobe e desce e,  se os desejos da organização se concretizarem, será debaixo de um sol abrasador capaz de fritar ovos nas pedras... 


Altimetria da prova

E vendo a altimetria da prova e conhecendo a maioria do percurso até aos 25kms, o que realmente me preocupa será o espaço que vai dos 20kms até aos 42kms, é quase metade da prova num sobe e desce constante que destrói qualquer articulação mal apertada, vai ser um chocalhar de ossos que só visto. Por isso, os primeiros 20 kms têm que ser muito bem pensados e percorridos nas calmas, sem forçar, porque a prova começa ali por volta dos 20 kms quando se atravessa a estrada EN503.  

A partir de hoje vou tentar fazer publicações diárias na página do facebook sobre treinos, alimentação e recuperação até ao dia da prova. Até lá espero conseguir publicar mais um post com mais detalhes da prova.

Até já e boas corrida!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

23ª Escalada do Cerro de São Miguel

No passado domingo foi dia de subir o "cerro", é a montanha dos algarvios do sotavento. Tem uma elevação máxima de 411 metros e a estrada para chegar ao topo é, digamos que, um nadinha inclinada, com zonas extremamente sádicas.


A prova inicia-se na pequena localidade de Moncarapacho, dá uma volta por dentro da localidade e depois encaminha-se para o topo do cerro, numa distância total de aproximadamente 7.3kms. O problema é que iniciamos à cota de 50mts e terminamos nos 400mts.

Gráfico de altimetria da prova.
Como se pode ver no gráfico os primeiros 3kms apesar de serem sempre a subir não têm nada a ver com os últimos 4kms, que são de loucos.
Foi a primeira vez que fizemos a prova e a primeira vez que vestimos a camisola do C.O.Pechão. O cerro já o tínhamos subido várias vezes a correr em treinos e até de bicicleta. Contudo, em prova a coisa muda de figura e é preciso uma boa estratégia para conseguir chegar lá acima com o mínimo de "dignidade". Como já referi, existem zonas que são uma autêntica tortura e os primeiros kms são feitos a velocidades muito elevadas, resultado, se não houver uma boa estratégia e gestão de esforço corresse o risco de rebentar a meio da subida e acabar a caminhar até ao topo.

Antes do inicio da prova. Foto de Luís Santos.
Inicio da prova. Foto de Luís Santos.
Esta prova vai na sua 23ª edição e teve este ano o recorde de adesão com um total de 205 atletas chegados à meta e mais de 250 inscritos. Só por curiosidade na sua primeira edição eram apenas 4 atletas.

No decorrer da semana tinha tido oportunidade de falar com duas pessoas que conhecem muito bem a prova, um deles já a correu algumas vezes, outro já a fotografou. Ambos me deram indicações preciosas que me ajudaram a completar a prova com o sentimento de dever cumprido.

Assim que é dado o tiro de partida os atletas lançam-se como se fossem para uma prova sprint, com velocidade alucinantes e rapidamente fui engolido pelo pelotão principal, ultrapassado e deixado cá pra trás no meu passo. Claro que não podemos ficar muito para trás e tentamos sempre chegar um pouco mais à frente e o resultado foi o primeiro km a 3:55min/km. Mas eu não tenho qualquer tipo de aspiração a ganhar o que quer que seja e a minha luta era contra mim próprio. Tinha o meu objetivo pessoal e claro não podia deitar tudo a perder e correr o risco de não terminar a prova e nem um misero ponto dar à equipa.
A estratégia era fazer os primeiros 3 kms como se de uma prova normal se trata-se e assim que chegasse às "paredes" reduzir e manter o meu passinho. E assim foi, no início, apesar de tudo, consegui manter sempre um ritmo muito elevado, e assim que cheguei à primeira subida disse a mim mesmo, nem que fique para último, não vou atrás de ninguém, vou fazer a minha corrida. Comecei a ser imediatamente ultrapassado por muitos atletas mas deixei-me ir na minha corrida mais lenta, mas sempre certa e contínua.
Uma das dicas que me tinham dado e que me martelavam na cabeça insistentemente era "não vale a pena embirrar com o cerro e querer fazer a subida à bruta. Ninguém ganha ao cerro, o cerro ganha sempre." e aquilo ia ali sempre na minha cabeça. Quando se começa a subir não se pára de subir, não há descanso, não há descida, nada, ou se sobe ou se sobe. E eu subi sempre ao mesmo ritmo, lento mas certo e a dado momento começo a passar atletas a andar. Uns andam 10 metros e correm 20, andam correm, andam correm e eu sempre a correr consigo passar muitos. Ela infelizmente optou pelo andar e correr, e acabou por não alcançar o pódio no final por 17 segundos.

Eu aqui na  frente, sensivelmente a meio da prova.
Quando alcancei o primeiro e único abastecimento, ao km 5 foi a única fez que parei de correr e caminhei. Refresquei-me com a água, bebi um pouco e voltei a correr até ao final.

Altura da foto para a prosperidade. Obrigado Luís Santos. 
Ela, desta fez a sorrir para a fotografia. Aqui o Luís Santos agradeceu :)
Depois da "zona da fotografia", era SÓ correr mais sensivelmete 1,5kms  e estava feito :)

Resultado finais:

Eu - 37:50 min, ficando em 67º da Geral masculina em 171 atletas e 23º do escalão Sénior M num total de 45 atletas.
Ela - 40:49 min, ficou em 5ª da geral Feminina em 34 atletas e 4ª do escalão Sénior F num total de 14 atletas. 

Para a primeira vez que participamos nesta prova foi muito bom e ficámos ambos satisfeitos. 

Aproveito para agradecer ao enorme Luís Santos pelo magnifico trabalho de fotografia que vez. A lesão impossibilita de correr com  os ténis, mas com a maquina fotográfica nas mãos é imparável. MUITO OBRIGADO!

Até já e boas corridas!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

I Trail transfronteiriço de Barrancos

Passadas mais de 48 horas depois de acabar o trail estou sentado no sofá com a maior dor de pernas que tive desde que há memória. Preciso pedir por favor aos músculos para fazer o mais pequeno movimento e só de pensar em subir ou descer escadas doí... e só foram 17 kms.



Desta vez fomos na versão "Low cost" e ficámos a dormir no Pavilhão de Barrancos, resultado? Uma noite praticamente em branco, muito frio, chão mesmo muito duro e barulho até muito tarde e logo bem cedo. Contudo, foi rir do principio ao fim, o ambiente era de galhofa total e nós os dois no nosso cantinho rimos e brincámos com a situação.

Dia 30 alvorada dada bem cedo e quando saímos do pavilhão para ir tomar o pequeno almoço ao centro da Vila tivemos o primeiro contato com o frio da manhã, pelo menos não iria chover isso era certo, mas ía estar muito frio e tivemos de fazer algumas alterações na indumentária que tínhamos preparada para a prova.
O ambiente na Vila era de festa, muita gente na rua, muito convívio entre os atletas presentes e acima de tudo muito boa disposição e vontade de trilhar pelas terras alentejanas e espanholas.

Nós os dois ali à conversa, ainda a uns 15 minutos do tiro de partida. Foto de CCD o Alvitejo.
Aqui é já na altura do tiro de partida. Nós os dois estamos encostados ao pórtico da partida do lado esquerdo da foto. Foto de CCD o Alvitejo.
Eu ali em segundo lugar nos primeiros metros da prova. Foto de CCD o Alvitejo.
Ela, ao lado da atleta que acabaria por ser a vencedora feminina do trail. Foto de CCD o Alvitejo.
O primeiro km foi feito a muito bom ritmo apesar de ter algumas boas subidas ainda dentro da Vila. Assim que saímos da Vila e entrámos na trilha, meu Deus... só pensei: eu tenho que me sentar já aqui e descansar... ia com 1,5 km nas pernas SÓ. Era uma parede de pedras soltas a pique, literalmente, onde tinha que me agarrar a tudo à minha volta para conseguir subir. Nesta altura ia na terceira ou quarta posição, quando cheguei ao topo desta primeira MONTANHA DE ROCHA já tinha perdido 3 posições. 
Quando finalmente consegui tirar as mãos do chão e começar a arrastar-me correr comecei a ser ultrapassado por toda a gente. E... Foi assim que tive um pouco de glória, no primeiro km fui terceiro, depois morri, reduzi-me à minha insignificância e tive mais juízo. 
Depois da má experiência logo no segundo Km optei por atacar nos troços planos, e o resultado foi que, não ataquei, não havia troços planos... até ao primeiro abastecimento andava e gatinhava com as mãos nos joelhos nas subidas e pedia a todos os santinhos para me ajudarem nas descidas, pelo menos para me ampararem a queda.
Quando chego ao primeiro abastecimento vinha tão ofegante e tão cansado que só consegui beber meio copo de água, engasguei-me de tal maneira que acabei por ir embora cabisbaixo e ainda mais cansado. Depois do primeiro abastecimento vinha o maior troço de sentido descendente e acabei por conseguir ganhar fôlego e algum ânimo. Aproveitei a boa maré e peguei no iphone para registar o momento, ali algures entre Portugal e Espanha...

Lá em cima o primeiro abastecimento e depois por ali abaixo até aqui...

...e depois por ali, até onde a vista alcança...
No segundo abastecimento parei e comi de tudo o que havia na mesa, desde bananas a bolachas, frutos secos, marmelada e batatas fritas. Bebi 2 copos de coca-cola e um de groselha, quanto à água perdi a conta. Depois foi só rolar para os últimos kms com a sensação de dever cumprido, sabia que a partir dali ia conseguir acabar.

A chegar ao segundo abastecimento... bem visível o empeno que trazia!
Ali atrás vinha Ela  também a chegar ao segundo abastecimento.
A cortar a meta e a conferir o tempo final.  
No final deu 01:49:17 nos 17,3kms, fiquei classificado em 18º da geral e 11º do escalão.
Depois de comer qualquer coisa e beber uma água voltei para trás ao encontro dela. Mas não foi preciso andar muito, encontrei-a já na subida final a escassos metros da meta.

Ela lá em baixo na subida para a meta...
Aqui já a cortar a meta.
O tempo final dela foi 01:55:41, foi  2ª da geral feminina e 1ª do escalão. Eram 20 atletas femininas e 80 masculinos. Os prémios eram só para os três primeiros da geral feminina e masculina.

O pódio feminino.
E foi assim que se passou mais um excelente fim de semana a fazer-mos aquilo que mais gostamos. Uma prova muito dura para acabarmos as férias em grande e com um valente empeno para o resto da semana...

Até já e boas corridas!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

8.670... é aproximadamente 10 km

Ontem foi dia da corrida Faro Ativo, prova inserida no Circuito Nacional de Estrada organizada pela Xistarca e Câmara Municipal de Faro, com o patrocínio da Seaside e apoios da Associação de Atletismo do Algarve, Vitalis e CEFAD formação profissional. Teve ainda apoio institucional da Federação Portuguesa de Atletismo, tudo isto de acordo com o folheto informativo (mais à frente explico o porquê de tudo isto).


A prova era um marco importante para os Farenses pois seria talvez a única (e perdoem-me se estou enganado) prova de 10 km realizada em Faro nos últimos anos. Para nós era correr em casa num percurso que conhecíamos como as palmas das nossas mãos. Parte deste percurso decorreu onde treinamos todos os dias.

Sendo assim, ontem bem cedo, com mais uma hora de sono, lá estávamos nós prontos para correr. O dia estava excelente, talvez até um pouco quente na hora a que a prova tinha a partida prevista (10:30). O ambiente era otimo, encontramos muitos conhecidos e colegas das Corridas à 6ª Feira.Por isso, esta seria "A PROVA". 

Relativamente à prova propriamente dita: Percurso circular de duas voltas, sem subidas muito longas e acentuadas, praticamente plano, a estratégia era atacar desde o início. Mais uma vez ela saiu à minha frente mas ao fim de 200/300 mts já a tinha alcançado. Desta vez não a acompanhei pois seria cada um na sua luta. O piso de início tinha alguma calçada perigosa irregular mas mesmo assim o 1º km foi percorrido a 3:50min/km, era o tudo ou nada. Curioso que adotei ao longo de toda a prova uma táctica que muitos usam mas eu pessoalmente nunca o tinha feito, que é ir à"boleia" de outros atletas. Tentei sempre acompanhar alguém que ia à minha frente e na primeira volta fui sempre colado a um atleta. Ao fim  da primeira volta não consegui aguentar o seu ritmo e colei-me a outro que segui de perto, até ao final.
Fiz os 5 kms em 19:50 min já de si um recorde, ela passou aos 21:12 min fulminando o seu recorde dos 5 kms em mais de 3 minutos. 
Na segunda metade da prova já fui a sofrer um pouco, muito calor e principalmente senti falta de força muscular, aspecto que espero vir a melhorar se nos decidirmos tentar evoluir (na altura darei pormenores).

E agora meus amigos até dá vontade de acabar aqui o post, mas não pode ser...

A MUITO MÁ, PÉSSIMA, LAMENTÁVEL E VERGONHOSA verdade é:

De acordo com a organização a prova teria uma distância de aproximadamente 10 km, até aqui tudo bem. Acontece que fomos levantar os dorsais no dia anterior e ninguém nos disse nada sobre a alteração do percurso. Quando chegámos a casa e partilhamos nas redes sociais é que ficámos a ter conhecimento da alteração (de 10 km para 9). 

O meu era 101, o dela o 100.

No dia da prova anunciam (a organização) que a prova se irá desenrolar num percurso circular de 4600 metros cada volta. Ora 2x4600= 9200 metros, certo? NÃO, ERRADO!
A verdade é que o total da prova foi de apenas 8670 metros. E é para isto que nós pagamos. 
Não tenho mais palavras "corretas" sem ser em calão para descrever este tipo de organizações aqui no Algarve. 

Xistarca responsável máximo na organização desta prova dou zero, tantas provas organizadas tanta fama e prestigio na organização de provas de estrada e não conseguem fazer uma prova com 10 km independentemente dos motivos???
Câmara Municipal de Faro, zero, deveriam promover a prática desportiva no conselho apoiando-a incondicionalmente e foi o que se viu;
A Associação de Atletismo do Algarve é melhor nem se pronunciar porque há duas semanas atrás fizeram a mesma merda coisa, tirando 1,5 km a uma meia maratona;
A Vitalis deu uma garrafinha de água, o nosso muito obrigado...
Da Seaside que patrocinou a única coisa que se viu foi o saco onde vinha a T-shirt e a garrafa de água;
No final valha-nos a CEFAD que disponibilizou massagistas, pelo menos destes ninguém reclamou e pela adesão com que estavam no final merecem um louvor;
Para acabar, o tal apoio institucional da Federação Portuguesa de Atletismo, acho que deve ser totalmente bem vindo e louvado, especialmente para os responsáveis da prova aqui em Faro e da passada meia Mamamaratona. É que como podem consultar aqui no site oficial da FPA estão abertas inscrições para o "Curso de Medidores de Provas de Estrada". Só que há um pequeno senão, os candidatos devem possuir certos pré requisitos que notoriamente não têm, como é o caso de: 
"Ter boas noções de aritmética; Ter noções básicas de geometria; Saber trabalhar com calculadoras simples."
E sobre este assunto não vou perder nem mais um minuto do meu precioso tempo.

Os resultados no final foram:

Eu - 35:25 min, ritmo médio de 04:05min/Km(dados do Garmin) - 16º do meu escalão em 61 atletas. seguramente esta foi a minha melhor prestação desde que comecei a correr, fiquei bastante satisfeito comigo mesmo. 

Ela - 37:19 min, ritmo médio de 04:18min/Km(dados do Garmin) - 2ª Sénior Feminina em 26 atletas. Mais uma vez provou que a sua determinação e empenho em cada treino têm dado os seus frutos.

No final estávamos ambos visivelmente felizes com o resultado.

Ela no pódio ao lado da primeira classificada, Ana Cabecinha! 

Peço desculpa pelos desabafos mas é para isso que o blog também serve.

Até já e boas corridas!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

QUASE QUASE...Meia Mamamaratona

Ontem participamos na nossa segunda meia maratona. Desta vez fomos até Portimão para correr na II Meia Mamamaratona da Associação de Atletismo do Algarve.


A decisão de ir a esta prova levou algum tempo a ser tomada. Primeiro porque estamos numa maré de provas aqui pelo Algarve todas em cima umas das outras e o tempo para treinar e recuperar entre provas é muito pouco. A segunda razão é que muitos atletas nos falaram mal menos bem desta prova, falta de organização, muitas subidas, percurso circular e monótono, a t-shirt de oferta não valer nada, etc, etc...

Mas depois de muitas considerações  optámos por participar e avaliar por nós mesmos.

Dois dias depois de ir-mos à sede da aaalgarve fazer a inscrição voltamos para levantar os dorsais e realmente a T-shirt era de algodão e serve para tudo menos correr. Por esse motivo, primeiro ponto negativo.


No dia da prova a manhã parecia estar mais para o fresca mas à hora da partida o sol começou a dar o ar da sua graça e já fazia algum calor. Mesmo assim estávamos optimistas e o ambiente pré-competição era muito bom! Estavam presentes muitos atletas nossos conhecidos, todos eles com boa disposição.

Antes ainda da partida ser dada foi tempo para alguns discursos e algumas palavras de incentivo por parte de algumas glórias do atletismo nacional entre eles Ezequiel Canário e Fernanda Ribeiro, entre outras. No palco e a participar na mini mamamaratona de 10,5 kms esteve também  Ana Cabecinha.

Às 10 horas em ponto é dado o tiro de partida e eu ainda não tinha qualquer objectivo de tempo para a prova. Terminar entre 1h:45min e 1h:40min era o mais óbvio e sensato que me ocorria na altura, por outro lado queria muito baixar da hora e quarenta e aproximar-me da hora e meia. No entanto deixei-me ir no primeiro km a ritmo normal, nem muito forte nem muito fraco, simplesmente corri aquele primeiro km muito tranquilo. 

Momento da partida. Foto de Gabriel Clemente.

E como em todas as corridas Ela saiu logo na frente e senti-me obrigado a correr atrás dela.

Ela, já bem posicionada, eu devia vir lá bem ao fundo. Foto de Nelson Inácio.

A meio do segundo Km chego perto dela e decido acompanha-lá ao seu ritmo até meio da prova altura em que, se me sentir bem continuo sozinho, caso contrário acompanho-a até ao final.
A segunda constatação é que a prova tem muito sobe e desce tal como nos tinham alertado (ganho de elevação de 190 mts), mas não encarei isso como um defeito, mas sim como um desafio. A terceira era o percurso circular da prova, que mais uma vez para mim até considero bom. Acabamos por conhecer a segunda metade do percurso mesmo antes de o fazer, já sabemos onde podemos atacar ou abrandar, já sabemos onde vamos a voar e onde vamos a morrer...

Durante os primeiros 10 kms corríamos em conjunto com os atletas da mini, e por um pequeno lance com os da caminhada mas sem qualquer incidente. Os abastecimentos ao longo de toda a prova estavam bem posicionados e não falharam sendo um ponto a favor.

No final da primeira volta vinha a sentir-me muito bem, descontraído e com alguma frescura e disse a ela que iria pra frente tentar apanhar o marcador da 1h e 30min que a essa altura já deveria levar 1 km à nossa frente. Mas ela pediu-me pra me manter com ela porque estava em quebra por aquela altura e precisava de algum apoio. Nessa altura ela ia na terceira posição feminina a uns escassos 10/20 mts da segunda classificada. Por isso corremos mais alguns kms juntos.

Nós lá atrás alguns metros antes da atleta que na altura seguia em segundo lugar. Foto de Nelson Inácio.

Nós mais um colega das corridas à 6ª feira. Foto de Nelson Inácio.

Aqui já no Km 12. Foto de Nelson Inácio.

Ao km 15 ela diz que se sente melhor e que posso seguir. Começo a aumentar o ritmo até à altura em que sinto o coração na boca, e as pernas a latejar, é assim que gosto de correr e sinto que estou a dar o que tenho. Sei que só tenho 6 kms mas mesmo assim mantenho o ritmo sempre com o recorde pessoal em pensamento. Passo alguns atletas já em muito esforço e sinto-me bem porque vim sempre a conter-me e agora quando todos vão a decrescer no rendimento eu vou a aumentar e isso é muito motivador. Quando entro no calçadão da marina que leva ao final da prova, olho para o relógio e  surge a primeira dúvida. Onde raio é que ainda tenho de ir se só vou com 19 kms??? a resposta estava 600mts à minha frente. Não ia a mais lado nenhum porque esta meia maratona só tinha 19,670 kms!




Eu, nos metros finais da prova. Foto de João Gloria.

Assim que acabei foi um misto de sentimentos devido à distancia da prova. A frustração dominava porque sabia que iria bater o meu recorde pessoal se a prova tivesse mais 1,5 kms por outro achava aquilo uma vergonha, uma prova organizada pela aaalgarve e que não cumpria com rigor a distância mencionada no regulamento!

Mas o tempo pra lamentações foi pouco pois tinha de voltar atrás um pouco e apoiá-la na sua reta final.

E poucos minutos depois lá vinha ela com cara de grande esforço, mas para grande orgulho meu já vinha na segunda posição.

Ela na reta final. Foto de João Gloria.

No final tinha-mos à disposição massagem de recuperação, uma boa hidratação e animação no palco.

Na entrega dos prémios houve alguma falta de organização, tudo feito a despachar e à pressa para irem almoçar mais cedo certamente. 

As três vencedoras da meia maratona. Ela à direita da foto. Foto de Gabriel Clemente. 

O prémio para a segunda classificada!

Ela, com a Ana Cabecinha. Foto de Gabriel Clemente.

O balanço no final foi positivo, havia tudo o que era necessário para uma boa prova no entanto o facto de a distância estar MUITO mal medida é de reprovar e não sei se voltaremos a participar.

Por isso em vez de ficarmos a minutos ou segundos do nosso recorde pessoal ficamos a quase um quilometro e meio...

Eu fiz 1h:29:42min, ritmo de 4:34min/km fui 45º da geral e 17º do escalão.
Ela fez 1h:31:43 min, ritmo de 4:41min/km 2ª classificada da geral e 1ª do escalão.


Daqui a duas semanas temos o Faro Ativo, até lá...

Boas corridas e até já!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

IV Trail Terras do Grande Lago



Após 2 meses de treinos INTENSOS (mas não tão intensos como o planeado) tinha chegado, no passado sábado dia 21 de setembro, o verdadeiro momento de prova para a qual nos tínhamos andado literalmente a "matar". Entre muitos turnos e muitos treinos (não tantos como os desejados, como sempre) sentíamo-nos minimamente preparados e bastante impacientes com a hora da partida.

Devido às trocas que fiz para conseguir ir à prova acabei por fazer o turno da noite de 20 para 21, ou seja estava de direta no dia da prova. Contudo, acabamos por adiar a partida para Portel umas horinhas tempo suficiente para dormir 3 horas antes de partirmos. No carro, durante a viagem, ainda deu pra uma soneca. Chegámos a Portel por volta das 16 horas. Com todo o material preparado na véspera, a expectativa era de que nada nos faltasse e que os abastecimentos de 5 em 5 km fossem realmente cumpridos para não termos que nos preocupar em transportar a mochila com mais uns kilos.

Levantámos o saco com o dorsal e a T-shirt técnica no Pavilhão Desportiva de Portel onde tivemos o primeiro contacto com a organização (e que simpatia !!) e onde nos foi possível ver todos os alimentos e bebidas que seriam mais tarde levados para os postos de abastecimento. Pudemos finalmente descansar, tanto do peso que não tínhamos que levar como pelo facto de estarmos realmente munidos de tudo o que nos faria falta para a prova.

Rumámos posteriormente para a Marina da Amieira onde a prova de 25km teria a partida marcada as 19:30. Por ali ficámos a aproveitar a vista, a lanchar e a tentar relaxar ao máximo. Equipamento pronto, isotónico bebido, só nos restava o início da prova.
Pelas 19:15 o autocarro que a organização disponibilizou para transportar os atletas de Portel para a Marina da Amieira chegou.


Realizámos um pequeno aquecimento e colocámos todo o nervosismo de parte. Às 19:30, após um briefing inicial realizado pela organização, a prova teve o seu início!

Ao contrário dos outros anos, por questões de campanha eleitoral, a prova teve de ser realizada durante a noite. Segundo a organização tiveram menos 300 participações que em anos anteriores, em parte devido a esta alteração. Para nós nunca foi um problema o facto de a prova se realizar de noite, muito pelo contrário, encaramos sempre como uma aventura. Mas chegada a hora da partida ele disse-me que faria o trail completo a meu lado e que acompanharia o meu ritmo, a nossa segurança estava primeiro que qualquer objetivo pessoal. Tinha acabado de ganhar uma lebre :)

O primeiro km foi feito com muito nervosismo (pela minha parte). Tinha pensado em avançar o máximo que conseguisse e distanciar-me das restantes atletas femininas nos primeiros quilómetros de prova.
Após uns 500m de subida iniciamos por um caminho cheio de arbusto, pedras e pedregulhos. Na minha mente só passavam as imagens de fraturas expostas e entorses. Se o cenário se mantivesse por muitos mais kms era bem provável que tal acontecesse, tal é a aptidão que tenho para quedas.

Felizmente o cenário melhorou e ao 2km já não avistava nenhuma atleta feminina. Seguimos pela margem junto ao rio onde o calor de um dia de verão ainda se fazia sentir.

Após 3,5 kms tivemos o primeiro abastecimento de bebidas e seguimos caminho. Após este em cada 5/6 km tivemos à disposição abastecimentos com variados alimentos (bolachas doces, frutos secos, sal, batatas fritas, doces, …) e diversas bebidas (água, isotónico, coca-cola) sendo este um factor muito bom ao longo de toda a prova.

Após os primeiros 7 a 8 km começámos a misturarmo-nos com os atletas da prova longa (35km). Começaram a aparecer também as primeiras dores nas pernas devido às primeiras subidas íngremes que tínhamos realizado. Mas, o pior ainda estava para vir. Subidas e mais subidas, descidas e mais descidas e os músculos das coxas a queixarem-se (afinal não custa só a subir).

Fomo-nos cruzando com vários atletas nas zonas de abastecimento e com a própria organização e a vontade era de ficar para mais dois ou três “dedos de conversa” pela simpatia e empatia de todos no geral. Durante todo o percurso corremos os dois sozinhos, mas ao longe, tanto à frente como atrás, tínhamos sempre um pirilampo aceso de outros atletas. Ao longo dos kms tivemos ainda a oportunidade de assistir a uma lua magnífica, laranja, que se escondia entre os montes que percorríamos.

As primeiras subidas e descidas passaram e o sentimento de que nos íamos a safar bem foi ficando. A subida com mais elevação deu-se entre o km 18 e o 20 (quando eu já pensava que o pior tinha passado como se pode ver pela ligação abaixo (garmin). Após esta subida, ao descermos, apanhámos uma zona de muita areia, tão fina que era só pó, enterrávamos os pés até ao tornozelo e começámos a levantar tanto pó que mesmo ao lado um do outro quase não nos víamos.  




Durante todo o percurso não tivemos qualquer dificuldade em tomar decisões acerca do caminho a seguir pois todo ele se encontrava muito bem assinalado e iluminado com fitas e refletores devidamente colocados com a distância entre eles de cerca de 30 metros.

Por volta do 23 km entrámos finalmente nas ruas de Portel. Os cafés estavam cheios de gente que nos aplaudia e incentivava. Nas ruas as crianças corriam ao nosso lado e achavam um piadão por ser a primeira mulher a passar pelas ruas.
Na entrada para a meta ele, mais uma vez, exigiu que eu passasse e que ficasse um lugar acima da sua posição. Acabei por ficar em 7º da geral, 1ºlugar da geral feminina e ele 8º da geral, 7º lugar da geral masculina (resultados da prova disponíveis aqui).
Tempos de prova: 2horas e 30minutos.
Boas classificações para estreia em provas deste género. A repetir sem qualquer hesitação.


À chegada, junto ao pavilhão desportivo, fomos presenteados com uma belíssima sopa, sandes, muitas bebidas (incluindo cerveja preta) e muita variedade de fruta, frutos secos e salgados.
Após um pequeno convívio, felicitações e troca de impressões, rumámos aos balneários para um duche de água quente que veio mesmo a calhar seguida de uma massagem desportiva oferecida pela organização.

Seguiu-se a entrega de prémios mais uma vez com muito boa disposição à mistura apesar do cansaço geral e do avanço da hora.



A organização disponibilizou ainda uma zona do pavilhão onde os atletas teriam a oportunidade de dormir na noite de sábado para domingo.

Resumido: a prova em si foi inesquecível do início ao fim. Valeu cada momento e cada treino que fizemos, cada pingo de suor e cada minuto, hora, dias e semanas de preparação. Quanto à organização esteve à altura tendo superado em grande escala as expectativas que levávamos (o difícil será termos provas destas tão perto que as igualem).
Obrigada a todos.


Até já e bons treinos.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Corrida do Tejo 2013

À dois anos atrás fazíamos a nossa estreia numa prova oficial de 10km. A nossa primeira e única participação na Corrida do Tejo tinha sido à dois anos na edição de 2011. Na altura havia muito mais nervos, muito menos treinos e no meu caso particular ainda existia muito fumo de tabaco nos pulmões. Na altura eu fiz o tempo de  47:41 e ela 51:10.

Nós os dois à esquerda em 2011

Este ano já íamos com mais alguma experiência em termos de provas e muitos mais quilómetros nas pernas. Mas os objectivos mantinham-se iguais, era dar o máximo de nós mesmos e desfrutar de uma prova com 10 mil participantes.

Este ano no dia da prova às 8:30 já nós estávamos estacionados perto da partida a dormitar uns minutos dentro do carro. Estava uma aragem fresca que nos mantinha dentro do carro a ganhar coragem para sair. Com o aproximar da hora de partida a bexiga obrigou-nos a procurar novas paragens. Fomos então beber um cafézinho e esvaziar a bexiga. À entrada do café cruzámo-nos com o João Lima, inconfundível com o seu boné e meias amarelas. Depois foi altura de procurar o nosso curral como lhe chamou o Rui Soeiro.

Ela na entrada do "nosso" bloco, sub 45min.

Aqui à que referir que ambos tínhamos pulseiras para o sub-45 apesar de na verdade apenas eu ter comprovativo em prova oficial do referido tempo (8ª Corrida do Benfica) e ela acabou por apresentar o da Mini-Maratona UNICEF que só tinha 9,4 km, mas a organização não pediu os comprovativos na entrega do dorsais e nós limitá-mo-nos a honrar os tempos a que nos proponha-mos. 

Já no nosso bloco era altura para fazer o aquecimento, corrida pra cá, corrida pra lá, estica aqui, estica ali...fogo acho que estou a ficar cansado, tenho sede, temos de ir à casa de banho outra vez...NERVOS...faltava 15 minutos pra partida e tivemos de fazer um sprint até às casa de banho para aliviar, quase nada...
De volta à partida ainda equacionei a hipótese de ir ao carro deixar o iphone pois havia umas nuvens ao fundo a ameaçar chuva. Mas faltava menos de 10 minutos pra partida e acabei por arriscar.

O "nosso" bloco, a seguir o sub 40 e mais à frente o sub 37min. Por cima ao longe as tais nuvens ameaçadoras!

Atrás do nosso bloco ficava o "resto do mundo", demasiada gente junta na minha opinião. 

Escassos minutos antes da partida começámos a ser prensados uns contra os outros, mais apertados, mais apertados, chega mais um pouco à frente e...olho pro lado e vejo o António Goucha Soares autor do Livro A Maratona de Nova Iorque, óculos escuros, fita preta na cabeça cheio de estilo...Poucos segundos pra partida damos o nosso beijinho de boa sorte e os desejos mútuos de boa prova, vai devagar com cuidado e tal... Só ouvimos o speaker a dizer que já tinha começado, não ouvimos nenhum sinal nem alarido, NADA, simplesmente a multidão começa a andar...

Primeiros 300/400 metros quase a passo e primeiro km a 4:44 o mais lento de toda a prova. Quase impossível correr sem encalhar em alguém, sem dar um encontrão aqui, levar uma pisadela ali...com licença, olhe desculpe...Muita gente na conversa e na brincadeira no primeiro km. Depois começa a primeira subida e muitos dos artistas começam a ficar para trás, no final da subida quando já vou a bom ritmo começo a ver ao longe alguém conhecido, chego mais à frente e...é ela!!?, como é que é possível já vir aqui???partimos juntos e ela rapidamente se consegue desenvencilhar naquela multidão e eu só a consigo alcançar quase ao km 3. Dou-lhe um toquezinho e digo "já vais aqui???,fogo..." ela de phones nos ouvidos, levanta os olhos do chão e olha pra mim com aquela cara...o que é que este quer agora? OK, já vai em piloto automático, não digo mais nada... xau boa sorte...

Entre o km 3 e 4, no primeiro abastecimento pego numa garrafa de água molho a boca lavo a cara e fora que já pesa... Quilometro 7 segundo abastecimento, sinto sede e apanho nova garrafa, ao tentar beber com a respiração tão acelerada como ia acabo por engolir mais ar que água e passo os metros seguintes com soluços e a arrotar.

No final do km 8 começo a ouvir o speaker da prova a anunciar as vencedoras femininas e a incentivar quem ainda vai a tempo de fazer sub 40 min. Eu à muito que tinha passado a bandeira a assinalar os sub 45 min mas nunca cheguei a ver a de sub 40 durante toda a prova. O km 9 foi o pior de todos, muito sofrido, já com muito calor (e eu com medo que fosse chover...) quando chego à rotunda pra dar a volta as pernas dizem  "já chega, a partir daqui vais devagar", e lá me arrastei até à meta pra conseguir bater o meu recorde pessoal. Garmin e tempo de chip diferem um segundo, terminei com 43:12 ficando em 468º da geral masculina e ela com 44:27, ficando em 20º da geral feminina.

Eu à chegada já com cara de sofrimento (atenção sou aquele com os óculos na cabeça)


Ela a voar baixinho, também já na reta da meta.

Assim que acabei a prova encostei-me ao gradeamento à espera dela chegar e assim que nos encontramos e nos felicitamos pelo tempo aparece o Sílvio Horta. Afinal sempre conseguimos encontrar alguém conhecido, ou alguém nos encontra.
Depois do final foi o que mais deu que falar nas redes sociais: a falta de água. Parece que a indicação que os voluntários tinham era apenas entregar uma peça de fruta e uma garrafa de água. Eles cumpriram à risca, só uma água por pessoa. Eu e ela conseguimos que uma das voluntárias nos desse mais uma garrafa a cada um mas foi exceção à regra pois o Sílvio e o amigo Rui não tiveram tanta sorte, eles e muito mais gente que ia pedir mais água. Mas ali mesmo ao lado havia um chafariz onde se podia encher as garrafas à vontade. E ainda havia as mesas com Powerade onde pude repetir 4 vezes. Repetimos porque o plano era voltarmos os quatro para Algés a correr, em ritmo bem lento de recuperação. Então lá corremos de volta em plena cavaqueira, com o mar ainda mais perto e o sol mais forte, no final ficamos com um belo bronzeado à pedreiro...
E foi assim que se passou uma excelente manhã de domingo. Simplesmente adorámos a prova e no final agradecemos a boa companhia de regresso ao Sílvio e ao Rui. Esperemos que se repita mais vezes.

Caras de satisfeitos e de "para o ano há mais..."
Até já e boas corridas!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Plano de treinos - Oitava semana

Mais uma semana que passou, desta vez foram muito poucos os quilómetros percorridos mas não deu mesmo para fazer mais.
Era uma semana em que não queria abusar muito das pernas para poder estar em forma para a Corrida do Tejo. Esta corrida era um dos principais objectivos para este ano, que foi cumprido a 100%.

Segunda - Descanso (passeio de 10km de Btt em ritmo muito lento).

Terça - Recuperação [12km em 1h:05min, ritmo 5:24min/km ]

Quarta - Descanso

Quinta - Descanso

Sexta - Recuperação [10km em 55min, ritmo 5:26min/km ]

Sábado - Descanso

Domingo - Corrida do Tejo [10km em 43:14min, ritmo 4:17min/km] (dados do Garmin)
                   Recuperação [ 10km em 1h:01min, ritmo 6:08min/km]

E foi assim que se passou mais uma semana. Muitos dias de descanso para as pernas e apenas alguns treinos para não perder a forma.
No final da semana viajamos para Lisboa e aproveitamos para passear muito e fazer algumas compras. Na sexta fomos levantar dorsais à feira do corredor da Corrida do Tejo e aproveitamos para fazer ali mesmo mais um treino. Pela marginal fizemos 5 km no sentido Oeiras e voltamos para trás pra fazer mais 5. Sempre deu para relembrar como era os 5 primeiros kms da prova.

Na feira do corredor aproveitámos para fazer a análise da passada, tanto no stand da Nike como no GFD (Gabinete de Fisioterapia no Desporto). Ficámos elucidados sobre o nosso tipo de passada mas não totalmente satisfeitos. Posteriormente havemos de fazer um post dedicado a esta análise da passada.

No Domingo foi dia de Corrida do Tejo onde o principal objetivo foi cumprido a 100%, foi muita diversão e um excelente ambiente com muita gente. Segundo a organização foram 10500 pessoas.
Quanto a objetivos conseguimos melhorar os nossos tempos pessoais. Eu 43:12 e ela 44:27, tempos de chip. Num próximo  post que está a ser preparado falamos melhor da prova propriamente dita.

No final da prova fizemos mais 10km de volta à partida e assim o domingo foi um 2 em 1: prova e longo.

Agora nesta última semana do plano de treinos, o principal objectivo é manter a forma e não cansar muito o corpo para estar apto para o trail das Terras do Grande Lago que será no sábado ao fim da tarde.

Até já e boas corridas!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Mimi Maratona UNICEF - Vilamoura

Mais uma prova!  Esta muito especial pois realizou-se na nossa região e numa distância pouco comum por cá!



Corrida por uma boa causa, facilidades na compra dos dorsais, oferta de 2 tshirts técnicas, medalha de participação, e mais alguns "recuerdos". Organização muito boa, mas certamente houve gente que se pudesse batia em todos nós, especialmente os condutores que esperaram e desesperaram com as estradas curtadas das 19:30 até quase à  meia noite. 

Chegamos cedo a Vilamoura, antes das 19:30, para não apanhar-mos as estradas curtadas e pudermos estacionar o carro perto da partida. Como ainda tinhamos tempo fomos fazer o percurso da prova de carro para ficarmos com uma ideia do que nos esperava. Em boa hora o fizemos, pois pudemos gerir muito melhor o esforço em função do terreno. Porquê? Porque entre o km 3 e 4 havia um subida de morrer e nos kms 6/7 o piso era muito mau. 

Antes da partida foi só convívio em boa companhia...

Eu e Ela :))


Agora os nossos relatos, a mesma corrida mas visões e ambições diferentes com resultados muito positivos. 

Ele
 A verdade é que não tinha qualquer objectivo para esta prova, a não ser o de participar. Já alinhado na linha de partida é que definimos os ritmos de cada um, programando o virtual partner, ela iria fazer a 4:50  e eu a 4:40min/km. Decidi fazer a primeira parte da corrida mais devagar que a segunda. Só iria aumentar o ritmo depois da maldita subida. 
Soa a partida  e  os dois primeiros quilómetros foram normais, com ligeira inclinação mas nada demais. Chegado ao km 3 começamos a avistar a subida e começou a ouvir-se um burburinho a aumentar de tom. Ao longe via atletas a diminuir bastante o ritmo e a mostrarem-se cansados, foi então que comecei a conseguir ultrapassar alguém... Passada a subida sentia-me bastante bem e não consegui conter o ritmo definido, deixei-me levar pela vontade. O resto do percurso era mais a descer e o pior já tinha passado por isso foi só ir a "cavalo das pernas". No entanto na parte em que o piso era muito mau tive de subir para o passeio para não cair. 
O que mais gostei foi o apoio do público, muito bom mesmo, em nenhuma prova até agora tinha tido tanto apoio o que foi bastante motivador, ouve atletas à minha frente que aceitaram águas e até umas minis do público. Eu limitei-me a dar "mais cinco" a um grupo de crianças que gritava e nos apoiava efusivamente. Perto do km 8 o meu dorsal começou a desintegra-se devido à garrafa de água que tinha despejado na cabeça e fiz os kms finais com o braço ao peito. No km final o dorsal caiu e fui obrigado a levá-lo na mão e o pensamento na desqualificação por não levar o dorsal devidamente colocado ( o que não aconteceu :) ).
O Garmin diz que fiz 9,35km em 40:39min, rimo 4:21min/Km. Na página da Organização dizem que fiquei em 58º de 461 da geral e 28º de 132 do escalão.


Ela
O meu parecer relativo à prova não difere em muito do que já foi descrito por ele :)
A iniciar pela compra dos bilhetes, que decidimos fazer pela ticketline, tudo correu de maneira simples e facilitada. Contudo, ao levantar os dorsais apercebe-mo-nos que era possível realizar a inscrição no próprio dia da prova até às 17horas. Informação que não nos tinha sido cedida (nem pela página oficial nem pela dos patrocinadores e nem mesmo pelas redes socias). Esta falha, a meu ver poderia ter possibilitado a participação de mais pessoas que se decidem inscrever à "última hora".

Quanto à deslocação para o local da partida chegamos bem cedo o que nos facilitou o estacionamento e o devido reconhecimento do percurso da prova (reconhecimento este que nunca tinhamos feito até hoje em qualquer outra prova e que nos possibilitou o ajuste da passada de acordo com o terreno).

Antes do inicio da caminhada (com a distância de 2,5km e partida marcada para as 20horas) houve muito convívio, muita animação e muitos cumprimentos a todos os amigos e conhecidos (afinal estávamos na "nossa praia" que é como quem diz: a correr em "casa").

Perto das 21horas desloca-mo-nos para o mais próximo que conseguimos do local da partida, definimos os ritmos e liguei o meu companheiro leal de prova e treinos: o mp3.

Os primeiros quilómetros passaram-se sem grandes euforias mas o despique com outras duas atletas intensificou-se à chegada ao quilometro 3 onde nos deparamos com a derradeira subida de todo o percurso.

Consegui manter o ritmo abaixo do planeado (4:50min/km) em muito, devido ao apoio de todos os que assistiram e apoiaram de forma entusiasta e eufórica todos os participantes ao longo do percurso.

No final o garmin registava a realização de 9,32km em 00:41:49 min. Ritmo de 4:29min/km.
Devido ao entusiasmo e ao empenho do público sabia que tinha ficado bem classificada dentro do género e por isso decidimos ficar a aguardar a entrega dos prémios. No final fui surpreendida com o 4 lugar no escalão de sénior feminino (78º na classificação geral) com o direito a um pequeno troféu (existiam prémios até ao quinto classificado de cada escalão).



Concluindo foi um convívio e "pêras". A repetir para o ano com toda a certeza! Que venham mais provas como esta para o Algarve (para animarem os atletas algarvios e nos pouparem um pouco a carteira em deslocações e alojamento à capital e no Porto para a realização de provas)!
Os meus parabéns à organização pela prova e pela escolha do local.


Até já e bons treinos!